Filhosfelizes's Blog

O jornal A Tribuna, de grande circulação, deu atenção a divulgação da problemática e o alerta da SAP

O tema está encontrando terreno fértil para a sua disseminação. Pelo menos é o que sinto na minha cidade, Rondonópolis-MT, de 200.000 habitantes. No último mês tive informação que mais de 5 alunos do curso de direito das 2 faculdades daqui estarão defendendo monografia sobre o tema Alienação Parental. Desses 5, já tive contato com 3, e desses 3, 2 vivem a alienação parental. Um deles conhece as malvadezas da alienação há mais de 20 anos, danosa, destrutiva e que deixa feridas na alma de cicatrização lenta e demorada, mas só recentemente descobriu que esse mal tem nome. Agora, mais do que nunca, além de conhecer o seu nome, sabe da necessidade de lutar para combatê-la.

O outro teve contato recentíssimo com ela. Neste as feridas tinham acabado de serem abertas, ainda sangravam, a dor estava insuportável. Estava difícil combatê-la, pois vinha de lá de dentro, vinha da alma. Foi de encontro a ele e quase o jogou no chão. A sorte foi que encontrou uma professora no seu curso que já conhecia o tema, lhe orientou, acalmou e no final disse : “aqui na cidade tem um veterinário que anda estudando fundo essa tal alienação, procure-o…”. E assim foi feito. Unimos as nossas forças de excelentes e invejáveis pais e consegui aprumá-lo. Entendo a sua dor. Compartilhei com ele. Conheço cada artimanha da alienação e do alienador, conheço até mesmo a frequência da sua respiração. O pior, meus caros, é que a mais nova vítima da SAP que conheci nessas últimas horas é tão pequenino que não teve tempo ainda de aprender os seus primeiros passos e nem balbuciar as suas primeiras palavras, mas já topou de frente a desumana alienação, que já está tentando arrancar-lhe a dignidade primordial de qualquer serzinho indefeso que vem ao mundo – que é o direito de conviver com as duas pessoas que o gerou – seu pai e sua mãe. Lamentável sonegar de ser tão indefeso o direito a convivência materna ou paterna. Isso é começar arrancando-lhe a dignidade humama que reza o art. 227 da Carta Magna. Essa criança ainda não anda e não fala, mais já ama, e com certeza reconhece e ama tanto o seu pai quanto a sua mãe. O seu sorriso com os primeiros dentinhos e o seus braços estendidos com suas mãos gordinhas cheias de dobrinhas demonstram isso. Nossos filhos têm o direito de amar e serem amados, sem distinção, por ambos os genitores, além de tios, avós e primos dos dois lados. Isso significa convivência familiar ampla. Isso siginica ler, conhecer e respeitar o art. 21 do ECA.

Animei também este pai mostrando a confiança num judiciário cada vez mais contemporâneo, atento às mudanças e aos anseios da coletividade, dizendo ainda que existem muitas Marias Berenice e muitas Nancys Andrighi em todas as esferas do judiciário brasileiro, cercados por profissionais de áreas afins que se preparam cada vez mais.

Enfim, falei pra esse pai não desanimar, pois eu via ali na sua mão uma arma poderosíssima para lutar – o amor e o afeto pelo filho. Essa eu sei o quão é poderosa e capaz de prevalecer sobre os males da alienação, bastando ter paciência, moderação e sempre agir nos momentos oportunos.E finalizei dizendo que infelizmente muitos Seans Goldman ainda virão, mas que felizmente muitos Davids estarão surgindo dia pós dia para despir a alienação parental de todos os seus ornamentos venenosos e impiedosos.

A cada dia mais convicto da luta, conclamo os meus amigos(as) e companheiros(as) de luta  para cada qual fazer a sua parte nesse projeto ANTI ALIENAÇÃO PARENTAL E PRÓ IGUALDADE PARENTAL.

“ O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos inocentes” Martin Luther King.

Abraços. Érico.

Érico Gundim de Morais é pai, veterinário, e agora faz parte dos amigos dos Filhos Felizes que, de coração, coloca à mostra sua própria história para que outros possam lutar também.

No dia 25 de abril comemora-se o Dia Internacional da Igualdade Parental, sendo promovidos eventos nas principais cidades do mundo. O tratamento igualitário que deveria ser dado a pais separados apenas tem sido visto nas leis e nos discursos. Na prática, as crianças têm sido vítimas de manipulações, abusos e violência psicológica nos desentendimentos entre seus pais.

Assim como ocorrem casos reais e gravíssimos de pais abusando sexualmente de filhos, há também muitas falsas acusações que objetivam impedir o contato com a criança até que se apurem os fatos. Compreende-se que nas acusações de violência grave, o juiz seja prudente e suspenda provisoriamente a convivência com o acusado. Porém, o que se espera é uma rápida e eficiente investigação, pois assim o filho não terá um prejuízo tão grande pelo distanciamento imposto. Crianças sendo usadas como arma de vingança pessoal entre os pais é o problema mais corriqueiro nos conflitos judiciais de família.

Quando a vontade do filho está sendo manipulada por um dos pais para que ele não queira conviver com o outro, está começando um problema chamado de Alienação Parental. Esse tipo de conduta vai se agravando até criar um abismo psicológico. Pais que não moram com os filhos têm se organizado para exigir leis que combatam a Alienação Parental. Já conquistaram uma lei que assegura a prioridade pela Guarda Compartilhada. Tratam-se de conceitos técnicos que acabam sendo mal entendidos ou generalizados pelos leigos que estão vivenciando conflitos parentais.

Por parte do Judiciário, também observo despreparo e preconceito na aplicação da igualdade parental. Convivo profissionalmente com uma justiça lenta, soberba e mal administrada para receber as demandas envolvendo conflitos parentais. Por exemplo, uma perícia para apurar a veracidade das acusações de abuso de crianças costuma demorar meses para ser realizada. Uma audiência inicial das partes com o juiz demora em torno de dois meses. Como fica nesse período uma criança que é privada do convívio com um dos pais?

A igualdade parental também é prejudicada pela terminologia difundida nas causas familiares. Dizer que um filho ficará sob a “guarda” de um dos pais e “visitará” o outro é extremamente preconceituoso. Ele não é um objeto para ser guardado e não é amigo para ser visitado. Um filho deve residir com um dos pais e conviver com o outro em determinados períodos. Dizer que um pai separado vai pagar “alimentos” também é pejorativo, pois ambos os pais devem contribuir para o sustento, na medida das rendas de cada um.

No século XXI, os pais separados querem participar ativamente na criação dos filhos. Não se verifica tantos casos de abandono afetivo (também gravíssimo) como ocorria há algumas décadas. Hoje, mulheres e homens trabalham e podem compartilhar o sustento dos filhos. Quando um homem pede uma separação, raramente consegue a “guarda” dos filhos no início do processo. Por outro lado, quando uma mulher requer, ela quase sempre consegue provisoriamente ficar com a prole. Não seria mais lógico chamar rapidamente as duas partes e tentar uma conciliação? Se um dos pais consegue uma liminar favorável no início do processo, a chance de sair um acordo reduz drasticamente, pois imagina ser mais vantajoso usufruir daquela decisão enquanto o processo se arrasta pelas prateleiras da Justiça. Numa audiência, o juiz consegue ter melhores elementos para decidir provisoriamente como será distribuído o tempo de convivência do filho.

Assim, para se tornar uma realidade, a igualdade parental precisa de um Judiciário ágil e capacitado, de uma sociedade melhor informada, de uma terminologia mais simplificada. É um esforço conjunto que não pode ser confundido com uma luta de interesses pessoais. Serão as crianças os maiores beneficiadas com um tratamento igualitário dos pais.

Adriano Ryba, além de contribuir com o Blog Filhos Felizes, é advogado de família e Assessor Jurídico da Associação Gaúcha Criança Feliz.

Obrigada pela sua contribuição Adriano!

Filhos Felizes

filhosfelizes@yahoo.com.br

A Alienação Parental funciona como um ímã negativo, que repulsa a presença de um dos pais  na relação com o filho. Normalmente, esse ímã é o guardião da criança, a própria mãe, com o intuito de afastar o filho da convivência com o pai. O motivo essencial desse comportamento: VINGANÇA. Seja por causa de adultério, por brigas, por um casamento que não deu certo, pela ex-mulher não aceitar um novo relacionamento na vida do pai de seu(sua) filho(a). Ou por esses motivos todos juntos.

O fato é que para as pessoas que lutam incansavelmente para afastar os filhos do pai, basta um copo d’água para desatar uma tempestade.

Esse comportamento, que em síntese, causa uma série de conflitos especialmente para a CRIANÇA, tem raízes profundas. A Síndrome consiste numa série de sintomas, oriundos de comportamentos que se alongam, se agravam e se instalam na vida dos ex-cônjuges e do(s) filho(s).

Mas, o que mais impressiona é que a presença desse comportamento não acontece somente na vida de pais separados. Ela essencialmente começa DURANTE O CASAMENTO. E em muitos, muitos casos, o casal nem chega a separar-se. Casados, vivem um inferno conjugal, e passam a usar de artifícios dentro do próprio relacionamento para fazer dos filhos seus aliados.

“A sua mãe, aquela…”… “O seu pai… aquele…”

A enlouquecida e infeliz vida conjugal se torna uma desequilibrada vida em ‘família’. E para manter as aparências, esse casamento se arrasta por anos, e quando há a separação de fato, e também de Direito, essa ferida salta e vai parar, em muitos casos, nas delegacias de polícia.

O que era vida privada, se torna questão pública. O que era somente entre quatro paredes, vira tema judicial. E na maioria dos casos, baseada em MENTIRAS. DIFAMAÇÃO. FALSAS DENÚNCIAS E ACUSAÇÕES. Até o acusado defender-se, já se passou tempo suficiente para o guardião fazer literalmente a ‘caveira’ do outro genitor.

Nas investigações mais aguçadas de psicológos e assistentes sociais, fica óbvio o discurso maligno do guardião da criança que desde cedo já plantava sementes de discórdia contra o outro para afastar o afeto entre os dois.

Além das mentiras, o comportamento manipulador do guardião se encobre por falsos sentimentos de amor, de cuidade e de afeto. ‘Um papel de presente bonito para envolver um presente estragado.’

Outro dia conversava com uma amiga advogada, que era (no passado, era) uma ativista sincera das questões de gênero, especialmente no que se referia à violência contra a mulher… Nossa conversa parou num ponto extremo e essencial. Ela não mais advoga em favor de uma causa única,  em favor de ‘gênero’, e eu perguntei a ela porquê. A resposta:

“Amiga, porque percebi que em muitos casos a catarse não corresponde ao discurso”.

Simplificando: nesses casos, os quais a amiga se refere, o discurso da mulher sobre o homem é um…  Mas a realidade demonstra ser outra.

Sim, a realidade em muitos casos não é a dos boletins de ocorrência.

Não que essa não seja uma causa justa. A violência contra a mulher é tão cruel quanto a violência contra as crianças. Mas a questão é que emocionalmente afetada, a mulher pode utilizar-se de falsas acusações, falsas denúncias, falsas desmoralizações para afastar o filho da convivência do Pai e destruir com a vida do ex-cônjuge que supostamente “desgraçou a sua vida”.

A vitimização nesses casos não é um projeto legítimo. Ela encobre a Vingança, repetimos. Ela esconde o desejo incontrolável do guardião da criança em destruir com a vida daquele que um dia foi casado.

Seria talvez pelo desejo incofesso de que  gostaria que este continuasse a ser seu companheiro?

Movimento Filhos Felizes

filhosfelizes@yahoo.com.br


Sara nos pergunta:

Boa noite, só é considerado alienação parental quando a mãe que fica com a guarda do filho fala mal do pai ou também quando o pai fala mal da mãe para o filho? Ele também pode sofrer penalização? Desde já fico grata e aguardo resposta.

Não, Sara. Todo comportamento que estimule uma criança a se afastar ou odiar um de seus genitores, escondendo aí ódio ou desejo de vingança contra o outro, já pode ser considerado alienador.

É preciso antes de tudo compreender o que leva a um pai ou uma mãe querer impor, sutil ou diretamente, sua visão do ex-companheiro ao filho. Falar mal das pessoas, mesmo que não seja nessa situação, já mostra más intenções. Com relação à família, ao casal e nas relações com as crianças, isso gera ainda mais problemas que podem se refletir na vida adulta da criança, onde ela vai repercutir tal comportamento.

Nós temos que levar em conta que para sermos bons pais e educadores, precisamos, antes de tudo, darmos o exemplo vívido. O exemplo é o maior legado que pode-se dar a alguém, especialmente ao filho ou às crianças.

Então, Sara, muitíssimo importante seu questionamento, pois ele ajuda a todos nós a refletirmos que, quando estamos expondo este problema familiar e social – a Alienação Parental – , estamos expondo diretamente a ferida das relações humanas. Como já mencionamos anteriormente, o objetivo do Movimento Filhos Felizes, dos Pais por Justiça e dos integrantes da Apase RS, todos unificados no Movimento CRIANÇA FELIZ RS, é o de ajudar a mudar esse quadro de DESEQUILÍBRIO para que passe a ser buscada a HARMONIA nos lares, nas relações e nas pessoas.

Nós chamamos as mães e pais, todos, para que busquem esse ponto de vista primordial nas relações. Mas para isso, há que haver extrema sinceridade consigo mesmo, para descobrir os próprios defeitos, mágoas, rancores, e então passar a trabalhar a própria psicologia e limpar-se disso. É um exercício de cidadania, consciência e busca pelo respeito.

Mesmo que estejamos sofrendo com as calúnias do ex-companheiro, é de vital importância que não repitamos aquele comportamento com a criança. Essa tendência a revidar, a ter reações semelhantes agrava ainda mais as consequências não só para a relação entre os ex-companheiros ou o casal, mas principalmente para a criança, que se vê sozinha, apartada, em função do egoísmo de um de ambos os pais.

Outro ponto importante é lembrar que a ALIENAÇÃO PARENTAL começa antes mesmo da separação do casal. E muitas vezes, nem mesmo chega a ocorrer a separação. É necessário compreender que falar mal do companheiro ao filho (ao invés de tentar harmonia ou outros meios de solucionar o problema conjugar) jamais será EDUCAR. É justamente O CONTRÁRIO.

Que as mães e pais possam buscar em si mesmos aquilo que gostariam que o companheiro ou o ex-companheiro fosse.

Sobre as penalidades, vai depender do caso.  Há um projeto de lei LEI sobre a ALIENAÇÃO PARENTAL aprovado na Câmara dos Deputadores e em mãos do Senado Federal que propõe penalidades, sim, para os pais que incutirem esse comportamento nos filhos. Porém, já existe na Constituição e no Estatuto da Criança e do Adolescente artigos que protegem a criança de tal VIOLÊNCIA e garantem o Direito da Criança à liberdade em família.

Porém, Sara, há graus e GRAUS de Alienação Parental, Veja que o guardião da criança tem convivência direta com o filho, e isso muda muita coisa quando se trata da Síndrome de Alienação Parental estar instalada. Há casos agudos de impedimento de ver a criança, abuso emocional, falsas denúncias contra o outro genitor, inclusive de abuso sexual, etc. São armas utilizadas de forma INESCRUPULOSA para se afastar a criança do seu Pai (em casos raros, da mãe). É um problema extremamente comum e tido como “justificável” em muitos discursos da mãe da criança.

Há que se ter bom senso em identificar caso a caso.

Então, Sara, conte conosco para outros esclarecimentos. Esperamos tê-la ajudado nesses pontos.

Obrigada mais uma vez

Equipe Filhos Felizes

Movimento CRIANÇA FELIZ RS

http://www.criancafelizrs.com

filhosfelizes@yahoo.com.br

Segundo o psiquiatra inglês Richard Gardner, a Alienação Parental é um processo que consiste em programar uma criança para que odeie um dos pais, sem justificativa. A Síndrome é um conjunto de sintomas derivados da vingança do genitor guardião.

“Induzir uma Síndrome de Alienação Parental em uma criança é uma forma de abuso. Em casos de abusos seuxais ou físicos, as vítimas chegam um dia a superar os traumas e as humilhações que sofreram. Ao contrário, um abuso emocional irá rapidamente repercutir em consequências psicológicas e pde provocar problemas psiquiátricos para o resto da vida.” (Richard Gardner)

Imagine-se criança novamente. O casamento dos seus pais virou um verdadeiro inferno, nenhum dos dois compreende mais um ao outro, e por esse par de motivos, um deles percebe que o relacionamento acabou e decide separar-se. No entanto, o outro quer evitar a separação.  Detalhe: a todo custo!

Então, litigiosa ou em consenso, ambos resolvem assinar a separação e seguem rumo ao divórcio. E agora, quem vai ficar com a criança?

De cara a idéia original é: “com a mãe, é claro!”

Veja que desde aí reside uma pré-concepção do que vem a se tornar a questão central que leva à Alienação Parental: a unilateralidade da guarda.

A mãe fica com as crianças. O pai paga a “conta”.

E como diria o gaúcho bem bagual aqui no sul: Mas bah, eita chavão mais antiquado, tchê! De onde viria essa percepção arcaica senão de corações de mulheres “ultrajadas”, “ressecadas” e que tem em conta uma infinita mágoa pelos homens? Ou de homens que defendem esse mesmo discurso? Sejam essas pessoas atraiçoadas em seus casamentos ou não, com que direito teriam  de sustentarem essa visão subdesenvolvida e ainda se utilizar de crianças (seus filhos!) como escudo para que outros engulam a falsa moral e argumentos egoístas?

Seria correto defender uma mulher que “em nome do filho”, arrasa com a imagem do ex-companheiro só porque não mais com ele está? Quem atira a primeira pedra contra esse pai que não se sabe direito como é? Quem? Será que a Lei Maria da Penha referenda a punição de homens inocentes? Ou seriam somente as mulheres as vítimas de agressões, ultrajes, mentiras ou outras atrocidades?  A violência não é somente uma questão de gênero, ela começa antes mesmo do gesto, ela é anterior à palavra: ela começa no pensamento e no sentimento.

Ah… A criança! Veja que bem no meio desses pré-conceitos, embates, intrigas, distorções, diz-que-não-diz-que está a CRIANÇA, que necessita de ambos os pais para ser feliz e se desenvolver.  Óbvio que de AMBOS. O pai por ser pai, a mãe por ser mãe. Simples assim.

E se a mulher não elabora com maturidade a separação (seja lá qual o motivo central desse afastamento) acaba se tornando a responsável por afastar o filho ou filha da companhia, da convivência e da vida do Pai. E o que é pior: faz da imagem do Pai da criança um festival de monstruosidades e distorções dignas de roteiros ao péssimo estilo “Atração Fatal”.

Infelizmente, as cenas maquiavélicas destes enredos são muito corriqueiras e reais na vida de milhares de crianças e pais no Brasil. A novela da vida real!

Bem, que fique claro aos leitores: o que tratamos aqui no Blog Filhos Felizes, caros amigos, não é questão de gênero. Não estamos do lado das trincheiras bem articuladas de um movimento feminista ou ao lado de um discurso racional populista masculino.

Estamos do lado dos filhos. Estamos do lado de dentro, do lado do coração, sem tomar partido deste ou daquele indivíduo, mas atuando como um grupo de pessoas que viveu e vive essa realidade brutal da VINGANÇA DO GUARDIÃO perante o ex-companheiro(a). E o que é pior: vingança essa travestida de um intrincado DISCURSO DE FALSO AMOR pelo filho para justificar sua conduta de ÓDIO em relação ao ex-companheiro.

Essa é a questão. Vingança. Ponto. Nova linha.

Juristas, promotores, advogados, psicológos, jornalistas, assistentes sociais, artistas, poetas, vendedores de flores, sapateiros, sociólogos… e dezenas de outros profissionais estão unidos na causa de tornar cada vez mais público o conhecimento a respeito da Alienação Parental, esse ultraje à psique da criança.

É imprescindível que se conheça a natureza desse jogo intrincado de armadilhas cheias de culpabilidade e falsas alegações de um genitor contra outro, que acabam por desvirtuar e mutilar psicologicamente as crianças e arrasam com quarteirões e vidas de homens e mulheres sem o menor sentido, minando possibilidades riquíssimas de crescimento para todos.

Esse é o resultado final: a Síndrome de Alienação Parental.

Porque até mesmo o binômio necessidade/possibilidade deve ser levado em conta na hora de acertar as contas. Se pensão alimentícia fosse a solução para os problemas familiares, cestas básicas seriam suficientes para encher de felicidade qualquer coração vazio. Mas estômago não é coração. Nem nunca será.

Filhos não necessitam somente do que pode o dinheiro comprar: precisam de equilíbrio. De pais e mães que busquem o equilíbrio. Precisam de EXEMPLO.  E isso não se compra. E aí nós aprofundamos ainda mais a questão da necessidade: do que um Pai e uma Mãe precisam então? Conhecerem-se. Perdoarem-se. Recomeçarem a vida de um jeito novo. Em nome do Filho. Largar as armas, as diferenças, os xiliques, as traições, o desprezo, as falsidades. Despirem-se de si mesmos, bem como ensina a Gnose.

Se não começarem por si mesmos a mudança, por onde iriam recomeçar? Que exemplo se teria a dar?

Como disse um rapaz que um dia citou Shakespeare, li, gostei e me permito aqui reaproveitar o dito:

“A vingança é como tomar veneno e esperar que o outro morra”.

Mães, mulheres, pais: não mais façam isso. Por amor a suas crias.

Musiquinha para baixar – Filhos Felizes (clique aqui)

No dia 25 de abril de 2010, uma mobilização nacional, superimportante, vai ocorrer no Brasil todo. Será o Dia Internacional da Conscientização sobre a Alienação Parental. A reinvindicação? Aprovação do Projeto de Lei da Alienação Parental, já aprovado na Câmara dos Deputados, faltando agora passar pelo Senado.

Em Porto Alegre a manifestação vai acontecer no Brique da Redenção, à partir das 10h. Vamos lá! Movimento Filhos Felizes em união com o pessoal da Apase RS. http://www.criancafelizrs.com.


filhosfelizes@yahoo.com.br

Nós aqui somos filhos. E alguns de nós também são Pais. Pais que não conseguem sequer ver seus filhos, conviver com seus filhos, educar seus filhos, por um problema muito, muito comum: a Alienação Parental. Esse termo um tanto rebuscado quer dizer o seguinte: mães (normalmente elas) ou pais que afastam os filhos do outro pai (ou mãe) por vingança, por não aceitarem a separação. Se utilizam de requintes de crueldade para punir o ex-companheiro, alienando-o da convivência com a criança. E como um tiro que sai pela culatra, acabam destruindo a integridade psicológica de seus filhos.

A Síndrome da Alienação Parental encobre a vingança, alimenta um falso poder do guardião da criança e a conivência com um dos desvios mais cruéis da psicologia humana: o ÓDIO ao OUTRO. Um ódio cheio de justificativas que só fazem matar as essências de si mesmo e da criança vítima do desafeto criado normalmente por um genitor em relação ao outro genitor.

Esse não é um problema só familiar, mas SOCIAL. Não é um problema de alguém, é um problema de muitos. A nossa atitude aqui no Blog Filhos Felizes é abrir essa ferida familiar e social e colocá-la à mostra, aos quatro ventos, para que as pessoas saibam que esse comportamento é PATOLÓGICO. Advém de um conjunto de comportamentos doentios,  capaz de devastar vidas, de deixar marcados, à ferro quente, corações pequeninos que ainda precisam florescer. Marcados com mentiras maquinadas, com discórdias plantadas, com abandono inventado, com falsas versões de histórias mal-contadas. Em se tratando de comportamento patológica, necessita com urgência de ser tratada como tal e, especialmente, necessita de PREVENÇÃO.

Para que Pais e Filhos, que seguraram na garganta seus gritos silenciosos de abandono e impotência, possam acreditar e compreender que a luta pelo AMOR nunca será de fato calada pelo egoísmo. Pois o Amor nunca morre e nunca morrerá.

E acreditamos que o antídoto para os males do egoísmo sempre será a Alteridade. O Outro. O Altruísmo.

Abrimos esse espaço para que essa verdade se revele, sem depender de voz alheia.

Sejam todos bem-vindos.

Quer falar com a gente? Então escreva para filhosfelizes@yahoo.com.br

O que já foi dito

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Sobre nós, os Filhos Felizes

Somos uma união de amigos que quer que os seus e os nossos filhos sejam felizes. Mas enquanto a Síndrome de Alienação Parental for desconhecida ou não for tratado como uma doença, muitas crianças ainda serão vítimas de mentiras, invenções, que não descrevem a realidade de suas vidas. E, puxa vida, sofrerão muito com isso!
Uma mãe (ou pai) que afasta ou impede a convivência da criança com o Pai (ou da mãe) e ainda inventa mentiras a respeito desse genitor está cometendo uma violência emocional, tão nociva quanto à violência física.
Então, se você presenciou, viveu ou vive uma realidade parecida, seja filho, filha, pai ou mãe, aqui é um lugar onde você poderá contar a sua história, e faremos o possível para te ajudar. Sinta-se à vontade para participar desse espaço conosco. Um espaço por Filhos Felizes. eScReva-Nos: filhosfelizes@yahoo.com.br

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