Filhosfelizes's Blog

Em nome do igual direito dos pais

Posted on: abril 23, 2010

O jornal A Tribuna, de grande circulação, deu atenção a divulgação da problemática e o alerta da SAP

O tema está encontrando terreno fértil para a sua disseminação. Pelo menos é o que sinto na minha cidade, Rondonópolis-MT, de 200.000 habitantes. No último mês tive informação que mais de 5 alunos do curso de direito das 2 faculdades daqui estarão defendendo monografia sobre o tema Alienação Parental. Desses 5, já tive contato com 3, e desses 3, 2 vivem a alienação parental. Um deles conhece as malvadezas da alienação há mais de 20 anos, danosa, destrutiva e que deixa feridas na alma de cicatrização lenta e demorada, mas só recentemente descobriu que esse mal tem nome. Agora, mais do que nunca, além de conhecer o seu nome, sabe da necessidade de lutar para combatê-la.

O outro teve contato recentíssimo com ela. Neste as feridas tinham acabado de serem abertas, ainda sangravam, a dor estava insuportável. Estava difícil combatê-la, pois vinha de lá de dentro, vinha da alma. Foi de encontro a ele e quase o jogou no chão. A sorte foi que encontrou uma professora no seu curso que já conhecia o tema, lhe orientou, acalmou e no final disse : “aqui na cidade tem um veterinário que anda estudando fundo essa tal alienação, procure-o…”. E assim foi feito. Unimos as nossas forças de excelentes e invejáveis pais e consegui aprumá-lo. Entendo a sua dor. Compartilhei com ele. Conheço cada artimanha da alienação e do alienador, conheço até mesmo a frequência da sua respiração. O pior, meus caros, é que a mais nova vítima da SAP que conheci nessas últimas horas é tão pequenino que não teve tempo ainda de aprender os seus primeiros passos e nem balbuciar as suas primeiras palavras, mas já topou de frente a desumana alienação, que já está tentando arrancar-lhe a dignidade primordial de qualquer serzinho indefeso que vem ao mundo – que é o direito de conviver com as duas pessoas que o gerou – seu pai e sua mãe. Lamentável sonegar de ser tão indefeso o direito a convivência materna ou paterna. Isso é começar arrancando-lhe a dignidade humama que reza o art. 227 da Carta Magna. Essa criança ainda não anda e não fala, mais já ama, e com certeza reconhece e ama tanto o seu pai quanto a sua mãe. O seu sorriso com os primeiros dentinhos e o seus braços estendidos com suas mãos gordinhas cheias de dobrinhas demonstram isso. Nossos filhos têm o direito de amar e serem amados, sem distinção, por ambos os genitores, além de tios, avós e primos dos dois lados. Isso significa convivência familiar ampla. Isso siginica ler, conhecer e respeitar o art. 21 do ECA.

Animei também este pai mostrando a confiança num judiciário cada vez mais contemporâneo, atento às mudanças e aos anseios da coletividade, dizendo ainda que existem muitas Marias Berenice e muitas Nancys Andrighi em todas as esferas do judiciário brasileiro, cercados por profissionais de áreas afins que se preparam cada vez mais.

Enfim, falei pra esse pai não desanimar, pois eu via ali na sua mão uma arma poderosíssima para lutar – o amor e o afeto pelo filho. Essa eu sei o quão é poderosa e capaz de prevalecer sobre os males da alienação, bastando ter paciência, moderação e sempre agir nos momentos oportunos.E finalizei dizendo que infelizmente muitos Seans Goldman ainda virão, mas que felizmente muitos Davids estarão surgindo dia pós dia para despir a alienação parental de todos os seus ornamentos venenosos e impiedosos.

A cada dia mais convicto da luta, conclamo os meus amigos(as) e companheiros(as) de luta  para cada qual fazer a sua parte nesse projeto ANTI ALIENAÇÃO PARENTAL E PRÓ IGUALDADE PARENTAL.

“ O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos inocentes” Martin Luther King.

Abraços. Érico.

Érico Gundim de Morais é pai, veterinário, e agora faz parte dos amigos dos Filhos Felizes que, de coração, coloca à mostra sua própria história para que outros possam lutar também.

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Sobre nós, os Filhos Felizes

Somos uma união de amigos que quer que os seus e os nossos filhos sejam felizes. Mas enquanto a Síndrome de Alienação Parental for desconhecida ou não for tratado como uma doença, muitas crianças ainda serão vítimas de mentiras, invenções, que não descrevem a realidade de suas vidas. E, puxa vida, sofrerão muito com isso!
Uma mãe (ou pai) que afasta ou impede a convivência da criança com o Pai (ou da mãe) e ainda inventa mentiras a respeito desse genitor está cometendo uma violência emocional, tão nociva quanto à violência física.
Então, se você presenciou, viveu ou vive uma realidade parecida, seja filho, filha, pai ou mãe, aqui é um lugar onde você poderá contar a sua história, e faremos o possível para te ajudar. Sinta-se à vontade para participar desse espaço conosco. Um espaço por Filhos Felizes. eScReva-Nos: filhosfelizes@yahoo.com.br

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